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Ìyámi àjẹ́ (as mães feiticeiras), as poderosas mulheres da cultura yorubá

  • Foto do escritor: Paulo de Oxalá
    Paulo de Oxalá
  • 22 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

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Foto: Àwọn Ìyámi Àjẹ́ (As Mães Feiticeiras) – arte Pai Paulo de Oxalá



Elas comandam a força feminina no mundo

 

As bruxas europeias, retratadas na cultura ocidental como figuras associadas ao medo e à perseguição, contrastam com as poderosas Ìyámi Àjẹ́ (as grandes mães feiticeiras) da cultura yorubá.

 

Na tradição yorubá, as Ìyámi não apenas simbolizam poder e sabedoria, mas também são reverenciadas por sua beleza e força espiritual. Ligadas a Ọ̀ṣun, a deusa dos encantos, da fertilidade e da riqueza, e a Ọbà, a guerreira destemida, as Ìyámi são vistas como mulheres que dominam as forças da natureza e as artes mágicas. Sua ligação com Ọ̀ṣun evidencia a conexão entre magia, beleza e sedução, enquanto sua relação com Ọbà reforça sua capacidade de lutar e proteger.

 

Também ligada às Ìyámi, Ọya Padà comanda os mẹ́s’ọ̀run (os nove céus que acomodam os espíritos desencarnados). Padà é detentora dos ẹbọ (oferendas) dedicados às Àjẹ́.

 

Essas mulheres eram temidas e respeitadas por sua capacidade de realizar magias poderosas. Na sociedade yorubá, reconhecia-se que seus feitiços podiam subjugar até os homens mais fortes, criando uma aura de reverência e cautela em torno delas.

 

A história registra que apenas um homem ousou enfrentar as Ìyámi Àjẹ́: Ọ̀ṣọ́tókanṣoṣo (Oxotokanxoxô), o famoso caçador de Kétu, conhecido por sua habilidade e coragem. Ele enfrentou o pássaro maligno das Ìyámi, um símbolo de seus poderes destrutivos. Após derrotá-lo, foi elevado ao status de divindade pelo Alákétu, tornando-se Ọ̀ṣọ́ọ̀sí, o Orixá guardião e caçador, adorado pelo povo de Kétu.

 

O culto às Ìyámi ńlá Àjẹ́ é profundamente enraizado nas terras yorubás. Essas mulheres estão associadas ao ẹ́gbẹ́ ẹlẹ́iyẹ, a sociedade sagrada dos pássaros. Esses pássaros, frequentemente vistos como manifestações espirituais, simbolizam o poder das Ìyámi de transitar entre os mundos físico e espiritual. Ọ̀ṣun, com seu abẹ̀bẹ̀ mímọ́ (leque sagrado), controla esses pássaros, demonstrando que, mesmo entre as Ìyámi, há hierarquia e ordem.

 

Diferente da visão que marcou a história das bruxas na Europa, as Ìyámi são celebradas por seu papel central na manutenção do equilíbrio cósmico. Elas são protetoras e detentoras de um poder que transcende o entendimento comum. Na cultura yorubá, seu respeito é uma demonstração de sabedoria, reconhecendo que a força feminina, seja doce ou rigorosa, é essencial para o mundo.

 

Kíkí agbára Ìyámi ńlá Àjẹ́! (Salve o poder das grandes mães feiticeiras!)


Axé para todos!

 
 
 

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Tags: Babalorixá, Simpatia, Búzios, Tarot e numerologia

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