Museu da República comemora 65 anos com cultura e ancestralidade
- Paulo de Oxalá

- 14 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Foto: jardins do Palácio do Catete – arquivo Pai Paulo Oxalá
Celebrações acontecem no mês da Consciência Negra e prometem finais de semana movimentados
O Museu da República completa 65 anos e marca a data com uma programação especial repleta de beleza e significado. O mês da Consciência Negra ganha ainda mais força com as celebrações realizadas no antigo Palácio do Catete, construído entre 1858 e 1867, que guarda uma trajetória marcante. O edifício foi residência do Barão de Nova Friburgo, sede da Presidência da República de 1897 a 1960 e, desde então, abriga o Museu da República. O local presenciou momentos decisivos da história do país, entre eles o velório de Afonso Pena e o suicídio de Getúlio Vargas, o que o torna um dos patrimônios mais importantes do Brasil.
Para celebrar essa caminhada, o Museu oferece uma programação vibrante nos jardins do Palácio. O espaço se transforma em um grande palco de cultura viva, reunindo debates sobre literatura negra, lançamentos de livros, protagonismo feminino, gastronomia ancestral, feira criativa, danças, cânticos tradicionais, samba e forró. As atividades acontecem das dez da manhã às seis da tarde e valorizam a arte, os saberes e as vozes do povo brasileiro.
No sábado, quinze de novembro, o público poderá apreciar o Coral do Museu, um set do DJ de Brasilidades, aula de passinho, samba com Paulinha Diniz e uma animada roda de samba. No domingo, dia dezesseis, o destaque será o aulão de forró e o forró pé de serra com Flávia Baião.
O segundo final de semana, nos dias vinte e dois e vinte e três, será dedicado ao segundo Encontro das Nações, uma celebração da diversidade cultural que reúne no Museu representantes de diferentes tradições do Estado do Rio de Janeiro. O evento é uma realização do Instituto Cultural de Apoio e Pesquisa às Tradições Afro, o ICAPRA, fundado em 1998.
Com uma programação intensa, o público encontrará gastronomia, apresentações musicais, capoeira, danças dedicadas às divindades africanas, manifestações populares, lançamentos de livros, exibição de filmes, oficinas, moda, arte e homenagens a personalidades. Uma verdadeira festa da cultura brasileira aberta à memória, à ancestralidade e à celebração da vida.
Ìbùkún Olódùmarè ni láti ṣe ayẹyẹ ìgbésí ayé! (É bênção de Deus celebrar a vida!)
Axé para todos!




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