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  • Paulo de Oxalá

Nação Ẹ̀fọ̀n celebra sua história em livro


O Candomblé foi organizado por africanos de várias etnias que vieram para o Brasil. Dentre essas etnias, destacamos o povo ẹ̀fọ̀n, que manteve o nome da sua região em seus rituais religiosos. Daí; Candomblé Ẹ̀fọ̀n, ou Candomblé da Nação Ẹ̀fọ̀n.


Ẹ̀fọ̀n, é uma cidade nigeriana localizada no Estado de Èkìtì. A palavra Èkìtì deriva de, Òkètì, que significa: "montanhoso", justificando assim, a região acidentada, montanhosa, com vários rios e corredeiras, que favorece o culto as divindades àwọn Òkè (das montanhas), as divindades das águas, e aos àwọn Òrìṣà Funfun (Orixás que usam a cor branca), como; Òrìṣà Olúfọ́n, ou Òṣàlúfọ́n.


Além de Òkè, sustentáculo do culto Ẹ̀fọ̀n, o Orixá feminino com maior destaque nesse culto, é Ọ̀ṣun (Oxum), por estar ligada a Òkè e a Òṣàlúfọ́n.


Aqui no Brasil, o culto Ẹ̀fọ̀n, chegou através dos africanos oriundos de Èkìtì-Ẹ̀fọ̀n; a Princesa Adébòlú, e o Bàbá Irufá.


Naquela época, os portugueses trocavam os nomes dos africanos que aqui chegavam, então ela passou a se chamar: Maria Bernarda da Paixão, e ele; José Firmino dos Santos.

Adébòlú era iniciada para Olókè, Orixá das montanhas, e Bàbá Irufá para Oxum, a Àyba Ẹ̀fọ̀n (Rainha do culto Ẹ̀fọ̀n).


Foram eles que fundaram em Salvador, no Bairro do Engenho Velho de Brotas, o primeiro Terreiro que daria início ao culto da Nação Ẹ̀fọ̀n no Brasil, chamado: Àṣẹ Yàngbà Olórokè ti Ẹ̀fọ̀n, mais conhecido como Àṣẹ Olórokè.


Com o falecimento de Mãe Maria de Olórokè, quem assumiu o Àṣẹ, foi Ìyá Matilde de Jàgún.

Após o falecimento de Mãe Matilde, assume, o Sr. Cristóvão de Ògúnjà, que faleceu em 23 de setembro de 1985, aos 83 anos de idade, e deixou o Àṣẹ Olórokè nas mãos de Mãe Crispina de Ògún.


Após a morte de Mãe Crispina, a cadeira manteve-se vaga, não havendo mais continuidade do Àṣẹ.


Atualmente a referência, e a matriz da Nação Ẹ̀fọ̀n, é o,Ilé Ògún Ànawẹji Ìgbẹlè Ni Oman (Àṣẹ Pantanal), em Duque de Caxias/RJ, fundado em 1938 pelo Sr. Cristóvão do Ògúnjà em Salvador e que foi transferido para o Rio de Janeiro na década de 1950, cuja cadeira está ocupada atualmente, por sua neta e herdeira, Mãe Maria de Xangô.


Mãe Maria está muito feliz com o registro histórico da Nação Ẹ̀fọ̀n de forma detalhada, através do livro, ‘Nação Efon, Memória e Identidades’:

“O livro é de autoria do meu filho de santo, Alexandre Mantovani de Lima, que fez um belo trabalho. É um patrimônio religioso muito importante, para a atual, e futuras gerações, pois proporciona a oportunidade, de que a história não se perca, como tem acontecido com muitas das nossas tradições, que foram passadas de forma oral pelos nossos antepassados e não foram registradas. Eu, dedico esse livro não só aos descendentes da Nação Ẹ̀fọ̀n, como também, a todos que pertencem e seguem as religiões de matriz africana”.


O livro ‘Nação Ẹ̀fọ̀n Memória e Identidades’, tem lançamento previsto para o dia 22 de julho, no Rio de Janeiro, no Município de Duque de Caxias, com local e hora a serem confirmados.

Em São Paulo, será no dia 07, de agosto, às 14 horas, no Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera.


A pré-venda, está disponível nas redes sociais do Àṣẹ Olórokè Pantanal.

Kíkí awọn ọgbó Áfíríkà pé ìrànlọ́wọ̀ kọ́ Candomblé!

(Salve os antigos africanos que ajudaram a construir o Candomblé!)

Axé!


Fontes: Pedro Rebelo/Koinonia-Observatório Quilombola e Terreiros Negros / Mãe Maria de Xangô




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