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  • Paulo de Oxalá

Celebrando o Oxalá modelado por Tatti Moreno


Nascido em 18 de dezembro de 1944, no Hospital Português em Salvador, Octavio de Castro Moreno Filho ou Tatti Moreno (codinome que lhe acompanha desde criança) é filho de Helena Alves Moreno e Octavio de Castro Moreno.


Como companheiros de infância, Tatti teve seus irmãos: Maria Helena, Olavo, Luiz Hamilton, Jorge Octávio, Phil e Emanoel Alves Moreno - o Tuty Moreno que é músico e trabalhou com diversos artistas, dentre eles: Caetano, Gil e Bethânia.


A infância de Tatti foi sempre ligada às artes, pois a sua irmã Phil era pianista clássica e sua mãe, poetisa. Ainda criança, ele desenhava e criava bonecos, o que indicava sua vocação pelas artes plásticas.


As tradições afro, a capoeira e o Candomblé sempre lhe fascinaram e lhe serviram como diretrizes para inúmeras criações.


Foi o gosto pelo desenho e pela pintura que o levou a fazer um curso livre na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, com o escultor Mário Cravo. A partir daí, já então com vinte e quatro anos, Tatti se empenhou totalmente nas experiências das artes plásticas.

Em 1972, Tatti criou sua primeira escultura afro: um Oxalá em tamanho natural. Para esta criação, realizou pesquisas sobre as divindades africanas, frequentou o Terreiro do Gantois dirigido na época por Mãe Menininha e o terreiro de Mãe Olga de Alaketu. Tatti é filho de Ossaim.


Produtor de várias exposições no Brasil e no exterior e ganhador de inúmeros prêmios, Tatti tem suas obras expostas em locais públicos como o Dique do Tororó, em Salvador, onde há doze Orixás que flutuam no espelho d’água. Na Orla do bairro Stella Maris, também em Salvador, tem uma escultura de Oxóssi e outra da saudosa Mãe Stella do Ilé Àṣẹ Òpó Àfọ̀njá.

Tatti assina ainda esculturas no Lago Paranoá, em Brasília, e nos jardins da Estação Tucuruvi, do Metrô de São Paulo.


Além da grande sensibilidade, Tatti é surpreendente, pois me proporcionou uma das maiores alegrias de minha vida ao confeccionar e enviar graciosamente essa fascinante escultura de Oxalá. Para um sacerdote, receber uma peça desse quilate que retrate seu Orixá, é motivo de celebração!


Lààyè àwọn ọnà! (Viva as artes!) Viva Tatti Moreno!

Axé!

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