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  • Paulo de Oxalá

A Força do Idioma Yorùbá


Segundo a tradição africana, o idioma yorùbá foi criado por Odùdúwà, filho de Olódùmarè e também fundador da cidade sagrada Ilé Ifẹ̀.


Essa língua tem mais de quatro mil anos e foi decodificada pela primeira vez em 1850, pelo Bispo da Igreja Anglicana Samuel Ajayí Crowter, de etnia yorubá, através do seu dicionário Yorùbá-Inglês.


Depois de Samuel, o glossário yorùbá foi desenvolvido pelos missionários Kilham e Raban da Church Missionary Society de Serra Leoa.


Em 1966, o Yorùbá Orthografy Comitee escrito por Àyọ̀ Bámgbóṣé definiu a atual ortografia yorùbá. No entanto, segundo o professor de yorùbá e fon, Abu Bakar Ataore, essa ortografia sofre modificações por influência das interpretações regionais.


Abu é beninense, e afirma que o yorùbá é um idioma falado em várias regiões da Nigéria, Benin e outros países africanos.


Na avaliação de Abu, o que acontece com o yorùbá na Nigéria é o mesmo que acontece com o português aqui, no Brasil. As palavras são alteradas de acordo com o sotaque e as variedades regionais, como é o caso da palavra ‘mamãe’, que na Bahia vira ‘mainha’. Isso ocorre porque os idiomas são os sons dos códigos de comunicação das pessoas, e estão sujeitos às mesmas mudanças que elas, ou seja o tempo muda, as pessoas mudam, e os idiomas também sofrem alterações.


No século XVIII, vieram várias etnias yorubás como: biris, nupes, igalas, itsequiris e ebiras para o Brasil. Cada etnia falava a língua yorubá com suas características regionais. Essa mistura de etnias e línguas, incluindo o português, fez com que algumas palavras e interpretações fossem aportuguesadas. Um grande exemplo é a palavra Àkàràjẹ ou Acarajé que deriva da palavra yorùbá: Àkàrà (pão). A palavra foi composta de Àkàrà com o verbo ‘jẹ’ (comer).


Como alterações e incorporações de palavras fazem parte da história dos idiomas, devemos estar atentos à regra básica da língua yorùbá: ‘sujeito, verbo e objeto’, pois a partir daí, estaremos aptos para qualquer novo entendimento.

É válido ressaltar a contribuição dos estudiosos não só da língua, mas da cultura yorubá, pois através de suas pesquisas nos forneceram informações que nos ajudaram a entender a religião dos Òrìṣà (Orixás).


Àkòkó jẹ́kí àyípadà láìlè ṣìnà!

(O tempo promove mudanças inevitáveis!)


Axé!


Fonte: Odùdúwà e o povo yorubá. Planeta-Ed. Três




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Tags: Babalorixá, Simpatia, Búzios, Tarot e numerologia

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